Samba Rock...VENHA AQUI E SAIBA MAIS

Assista aqui  Os Originais do Samba - Trama /radiola - Reviva o Grande Mussum

 Chubby Checker e Jorge Ben suas musicas influenciaram e muito essa forma de dançar que é o Samba Rock
Samba Rock - Venha até aqui e saiba +
Antes de mais nada, uma opinião nossa, particular, muitos definem o Samba Rock como um ritmo musical, particularmente, achamos que o samba rock de ritmo musical não tem nada; poderíamos chamar de ritmo musical o tango, o samba, o jazz, rumba, o rock ‘n’ roll, o blue, mas nunca o samba rock. Para nós o samba rock é apenas uma forma de dança, nunca um ritmo. Dificil de entender? Nos acompanhe então!
Toca-se um samba, e lá vai o parzinho dançar samba rock, um blue, e lá vão eles, o mesmo com a rumba de Peres Prado, ou o rock ‘n’ roll de Chuck Berry. O ritmo musical de algumas musicas ditam o forma de dançar do samba rock.
Nesta coluna vamos trazer alguns depoimentos de artistas já consagrados, e de pessoas que vivem ou viveram os tempos áureos da dança, vamos trazer biografias de artistas do meio e histórias pitorescas.
É sempre bom falar que ninguém está aqui instituido da autoridade mor, para contar a história definitiva sobre o samba-rock. Queremos dar somente um panorama sobre a coisa. Existe muito pouca coisa escrita sobre o assunto e a fonte mais fascinante sobre o assunto são os depoimentos de quem viveu e vive dentro do samba-rock, como os Djs e produtores dos bailes que mantiveram a música e a dança sempre vivas. Muitos defendem a seguinte definição: samba-rock é um estilo de se dançar. Essa definição explica muito bem o balaio de músicas de características muito diferentes, que são apropriadas no baile como samba-rock. Dança-se praticamente da mesma forma o balanço "Rational Culture", do Tim Maia em sua fase racional como os partidos do Grupo Favela ou Aniceto do Império, ou então hits de Rita Pavone, ou então um swing da orquestra de Perez Prado. No final dos anos 50, os mais pobres ficavam de fora dos bailes das grandes orquestras. Motivo principal: Custava muito caro para frequentar. Mas, segundo alguns depoimentos, os negros chegavam a ser barradosem  muitos destes bailes. Nesta época já podiamos contar com os equipamentos de som Hi-Fi, o que permitiu que as comunidades mais pobres desenvolvessem uma versão mais econômica de baile: O baile sem orquestra ou o baile da "Orquesta Invisível". Empregando o toca discos no lugar da orquestra, desenvolveu-se a figura do discotecário, que veio a se chamar Disk-Jockey e hoje chamamos de DJ.

Nestes bailes "democráticos" desenvolveu-se um estilo de dançar baseado nos rodopios do twist americano, mas este estilo de dança passou a ser utilizado para se dançar o swing, o R&B e outros estilos. A começo e meio da década de 60 são marcados pela coexistência (não pacífica em boa parte dos casos) do "samba" pós bossa nova, configurado pelo samba-jazz, o fino da bossa, a bossa americanizada de Sergio Mendes, e da jovem guarda de Roberto e Erasmo Carlos. No meio desse caldo surge o mulato Jorge Ben, com um samba meio misturado, uma levada diferente de violão. O próprio Jorge chegou a denominar samba com maracatu...na verdade, era um samba misturado com rock. Dos primeiros discos com arranjos samba-jazz de Meirelles e Luis Eça, chega ao namoro com a Jovem Guarda no disco "O Bidu", e nos discos "Jorge Ben - 1969" e "Força Bruta - 1970", acompanhado pelo Trio Mocotó, seu violão encontra a levada de percussão que mais caracteriza o que iriam chamar de samba-rock: A cuíca, o pandeiro e a timba na levada do samba, mas acentuando rockeiramente o "dois e o quatro". Em fins dos 60 encontraremos também Ed Lincoln, um organista talentoso misturando samba, rock e pitadas latinas, em pérolas como "O Ganso" ou "Palladium".


O nome "samba-rock foi dito pela primeira vez por Jackson do Pandeiro, na música Chiclete com Banana, de Gordurinha. Jorge Ben nunca o empregou, mas o Trio Mocotó adotou e utiliza o termo até hoje, com muito orgulho. O fato é que este jeito de misturar samba com rock foi muito bem aceito nos bailes de "Orquestra Invisível", e combinou muito bem com o jeito de se dançar. Na transição dos 60 para os 70 são gravadas as músicas que iriam se tornar os grandes clássicos dos bailes: "Pena verde" e "Luisa manequim", de Abilio Manuel, "Zamba-bem", de Marku Ribas, "Para sempre sem Bronquear", pelos Golden Boys, "Guitarreiro", de Luiz wagner. Os anos 70 trazem a fase áurea dos Originais do Samba, com sambas swingados como "Falador Passa Mal" e "Do Lado Direito da Rua Direita". Em fins dos anos 70, o disco Baiano e os Novos Caetanos, traz a célebre "Vô Batê pra Tú", de Arnaud rodrigues e Orlandivo. Nomes como Erlon Chaves, Bebeto, Di Mello, Orlandivo, Elizabeth Viana, Dóris Monteiro, nem sempre devidamente lembrados quando se fala se MPB, são os grandes nomes quando o assunto é samba-rock. Já no começo dos anos 80, o grande Branca de Neve grava dois discos antológicos, deixando várias pedradas como "Kid Brilhantina" e "Nego Dito" (uma reconstrução, ou desconstrução fantástica de Itamar Assumpção). Vale dizer que o célebre hit "Não Adianta", com o Trio Mocotó, foi gravado nos anos 70, mas só chegou aqui pelos 80, se tornando um sucesso. O tremendão Erasmo Carlos contribuiu para o estilo, marcando presença com os clássicos "Mané João" e "Coqueiro Verde", imortalizada para sempre como samba-rock pelo Trio Mocotó. A nossa bossa nova, relida e misturada com o blues e com o jazz pelos gringos é outra fonte de hits dos bailes, a exemplo de "Soul Bossa Nova", com a orquestra de Quincy Jones. (Lembra da propaganda do Ronaldinho?). O samba-rock passou a decada de 80 e 90 praticamente fora da mídia. Tivemos sim, o estrondo de Tim Maia "Só Quero Amar" e de Jorge Benjor "W Brasil", mas uma febre de vendas mais ligada aos dois artistas do que a um estilo ou movimento. Mas, o samba-rock nunca desapareceu e esteve sempre firme e forte nos bailes black e bailes "nostalgia", de equipes de som tradicionais como Chic Show, Mistura Fina, Musicália, Os Carlos e várias outras. Bailes muito fortes em bairros periféricos, principalmente na Grande São Paulo, onde independentemente da ditadura do pagode ou do sertanejo, o Traje esporte fino, o clima familiar, o vinil e o Technics MK2 sempre foram muitíssimo respeitados e valorizados. Virou 2000 e o samba-rock voltou a ser admirado nos circuitos "descolados", universitários, entrou em trilha de programa da MTV, começou a voltar às festas "chiques" e para a midia em geral. Por quê? Temos muitas e nenhuma explicação. É um balaio que envolve muita coisa: Os Djs europeus descobrindo Ed Lincoln como base para fazer Techno, o Rap utilizando clássicos black e samba-rock em suas bases (vide Ela Partiu, de Tim Maia, utilizada como base para o Rap Homem da Estrada do Racionais MC's) o revival dos anos 70 na moda e no design. Mas o fato é que o Brasil está enxergando toda a riqueza musical e alto astral deste que não sabemos ao certo se chamamos de estilo, de movimento, de dança, de música: O samba-rock. Sai dançando!!!

Marcos Castilha, baterista do Farufyno.

Fontes: www.triomocoto.com.brwww.radioben.net , / "O Samba-rock chegou...." matéria de Julio Maria - O Estado de São Paulo. / Nelson Motta - Noites Tropicais. Ed. Objetiva / Depoimentos de Tony Hits, Dj. Paulão e Renato Bérgamo.

SOUL
Alguem poderá perguntar: O que o Soul tem a haver com o Samba Rock?: Eu diria muito a haver, quando voce ler o que será colocado logo abaixo poderá tirar suas próprias conclusões.


O soul está para os americanos como o samba está para os brasileiros. Se pensarmos nas origens, em como a música era trabalhada, nas letras e nos músicos que entraram para a história, os dois ritmos têm sua devida e reconhecida importância. Nomes como Marvin Gaye, Sam Cooke, Otis Redding e Aretha Franklin, entre tantos outros, consolidaram o ritmo e se tornaram influência para roqueiros, músicos pop, para o funk e até para o hip hop. Aqui, você vai ver um pouco mais sobre este gênero tipicamente americano.
Três grandes ídolos do soul têm algumas semelhanças na carreira. Otis Redding, Sam Cooke e Marvin Gaye começaram a cantar ainda crianças, em corais de igrejas protestantes, religião predominante nos Estados Unidos. A formação gospel, aliás, é uma das principais características do soul americano. Após os anos na igreja e algumas incursões em bandas, os três fizeram grande sucesso na década de 60. Os problemas, porém, foram outros: durante a década de 70, Marvin Gaye se envolveu com drogas e tanto sua vida pessoal.
quanto a profissional foram muito prejudicadas. Ele também teve a carreira mais longa dos três, mas seu fim não foi menos traumático: Marvin morreu assassinado pelo próprio pai em abril de 1984.

Duas décadas antes, em dezembro de 1964, Sam Cooke foi assassinado por uma gerente de hotel e em dezembro de 1967. Otis Redding, por sua vez(conforme já escrevemos antes), não viu seu maior sucesso ser lançado: antes de “Dock of the Bay” sair em disco, o cantor morreu em um acidente de avião.
Existem vários títulos de nobreza na música. O Rei do Rock é Elvis Presley; o Rei do Pop é Michael Jackson... Pelo menos para os fãs, seus ídolos nunca perdem a majestade. Mas há uma mulher que nunca perde seu posto de Rainha do Soul: Aretha Franklin.
Aretha começou a
cantar como tantos outros, no gospel da igreja. Começou a gravar aos 14 anos, e desde então, conquistou 17 Grammys e inúmeros sucessos. Cantou em eventos extremamente distintos entre si, como o funeral de Martin Luther King e o baile de posse do presidente americano Bill Clinton. Foi a primeira mulher na música pop a ser indicada ao Rock and Roll Hall of Fame. E por todos seus feitos e sucessos, sua voz foi considerada "recurso natural de Michigan" pelos deputados deste estado. Recentemente, roubou a cena no show Divas Live, onde se apresentou com Mariah Carey e Celine Dion, entre outras. Aretha permanece fiel ao seu estilo, além do gospel e do blues, onde também é chamada de rainha.
THE FOUR TOP'S
Formado em 1954 por Levi Stubbs, Lawrence Payton, Renaldo Benson e Abdul ÔDukeÕFakir todos nascidos e criados em Detroit, Michigan, Estados Unidos, foi o único grupo da época de ouro da gravadora Motown a permanecer na ativa e com sucesso.
Seu primeiro single na foi "Baby, I Need Your Loving" (1964), que iniciou
uma série de grandes hits compostos pelo time de Brian Holland, Lamond
Dozier e Eddie Holland até 1967.
Outros grandes hits incluem "I Can't Help Myself" (1965), "It's The Same
Old Song" (1965), "Standing in the Shadows of Love" (1966), "Bernadette"
(1967), e aquele que talvez seja seu maior sucesso: "Reach Out I'll Be
There" (1966).
Em 1982, o álbum "One More Mountain" marcou o vigésimo oitavo aniversário do grupo.
É o único quarteto vocal a permanecer unido com a mesma formação por 40 anos ininterruptos.
Do quarteto, só dois ainda estão vivos: Levi Stubbs e Abdul 'Duke' Fakir. Lawrence Payton também morreu em 1997
Vale lembrar que apesar da musica “Baby I Need Your Loving” ser considerada por muitos como o maior hit dos Four Tops, para nós DJ’s, a musica mais conhecida e tocada do grupo, e que fazia e faz todos na pista levantar é IF HAD A HAMMER, musica que esta no Album ao vivo de 1966.
E essa musica tem uma singularidade. é uma canção de música folclórica estadunidense composta por Pete Seeger e Lee Hays em 1949. Foi gravada por diversos artistas como Peter, Paul & Mary, Trini Lopez e até mesmo por Leonard Nimoy (Sr Spock de Jornada nas Estrelas). Tornou-se, na década de 1960, um símbolo na luta do movimento pelos direitos civis dos afro-americanos. Lembram de Rita Pavone e seu Hit mundial Datemi um Martelo...